Uma breve história dos corantes de urucum

A palavra urucum tem origem na linguagem Tupi-Guarani transliterado “uru-ku” e significa “vermelho”. Seu nome científico “Bixa orellana L” foi dado em homenagem a Francisco de Orellana (1490-1546), um membro da expedição de Francisco Pizarro e o primeiro explorador espanhol que navegou o rio Amazonas. Desde os tempos mais remotos, os indígenas empregavam a porção corante das sementes de urucum para tingir de vermelho seus artefatos de caça, pesca, vestimentas, enfeites de guerra e o próprio corpo. A primeira referência ao urucum pode ser atribuída a Pero Vaz de Caminha em sua carta a Dom Manuel sobre a descoberta do Brasil. Diz em um trecho da carta: “E segundo diziam esses que lá tinham ido

Uma receita caseira para fazer o colorau

Para a produção de 2kg de colorífico são necessários 300g de sementes de urucum, 35ml de óleo de soja, 300g de sal e 1600g de fubá. Primeiro é necessário a imersão das sementes secas no óleo de soja por uma noite. Depois a mistura deve ser levada a fritura por 3 minutos e deixada em repouso para resfriar. Depois de resfriadas a sementes são moídas (para os mais tradicionais usa-se o pilão). Após a moagem (ou pilagem), a mistura é peneirada e, se necessário, o material retido na peneira retorna ao moinho (ou pilão) para nova trituração. O material moído é então envasado em uma embalagem que o proteja da luz ou armazenado em local onde não haja a incidência de luz solar direta. _______________

As principais tecnologias de produção industrial do colorau

O primeiro processo resumido aqui tem como princípio a extração dos pigmentos das sementes de urucum com a farinha de milho, sem a participação das sementes no produto final. Nesse processo as sementes de urucum são misturadas com óleo vegetal, aquecido ou não, em um misturador horizontal. A quantidade de óleo é geralmente próxima a 10% do peso das sementes, mas pode variar de acordo com a qualidade dos grãos. A mistura é conduzida por um período suficiente para que haja a migração parcial dos pigmentos para o óleo. Em seguida é adicionado o fubá e a mistura é continuada até que o pigmento seja transferido para a farinha. A proporção de sementes de urucum e de farinha varia de acordo com a c

O Colorau ou Colorífico

O colorífico ou colorau é o produto derivado do urucum mais utilizado na culinária brasileira. Estima-se mais da metade das sementes de urucum produzidas no Brasil são destinadas para a produção do colorau. Apesar de ser muitas vezes confundido com o nome da própria planta, o termo colorau serve para dar nome um condimento constituído pela mistura de fubá com os pigmentos do urucum ou com sementes de urucum trituradas, adicionado ou não de sal e de óleos comestíveis. A história do colorau é pouco conhecida e, acredita-se que inicialmente esse produto consistia apenas de sementes de urucum moídas em pilão. Segundo FREIRE o colorau da forma como o conhecemos hoje, nasceu da escassez de semente

O urucum além da cor vermelha

Os caboclos já sabiam há muito tempo o que agora está sendo descoberto: a semente de urucum pode conter muito mais do que os pigmentos corantes que lhe dá tanta fama. As sementes de urucum têm sido utilizadas no tratamento popular das mais variadas moléstias. Barbosa Filho1 cita os mais diferentes usos do urucum na medicina popular, entre eles: anti-inflamatório, antimalárico, cardiotônico, digestivo, estomáquico, expectorante, febrífugo, hipotensivo, laxativo, no tratamento de queimadura, como repelente de inseto e no combate à tosse. Apesar da ausência de comprovação científica da eficácia do urucum no tratamento desses males, uma questão sempre é levantada: o que tem na semente de uruc

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