Embalagem a vácuo para sementes de urucum

 

 

          No ano 2005, iniciei alguns testes com embalagens metalizadas com barreiras a ação da luz e com possibilidade de fazer vácuo, visando a conservação da qualidade das sementes de urucum recém colhidas, deixando estas embalagens pelo período de um ano para então serem submetidas a nova análise dos teores de  bixina.

 

          O resultado foi surpreendentemente agradável, quando constatei que a bixina estava preservada, que as sementes estavam em perfeito estado de conservação e mantinham o aroma característico, concluindo então que um novo conceito de conservação da qualidade das sementes de urucum estava nascendo daqueles testes.

 

          O princípio é muito simples e constitui apenas em tirar o oxigênio e impedir a penetração de luz, fatores estes que provocam a ação degradante nas sementes. Inicialmente as embalagens testadas tinham capacidade para 500 g e 1 kg de sementes, mas as etapas seguintes foram de executar os testes em embalagens maiores a partir de 25 kg e também por períodos maiores de tempo. Algumas embalagens foram abertas após seis anos de testes no vácuo, constatando-se ao final do período que os teores de bixina eram muito próximos aos da análise original.

 

          A partir destes resultados, iniciei um desenvolvimento de embalagens Big Bag, com capacidade para até uma tonelada, sendo que esta nova forma de conservação das sementes hoje se encontra disponível no mercado, e algumas indústrias já se beneficiam deste método para conservar a qualidade das sementes adquiridas dos produtores.

 

          A comparação entre a armazenagem em câmara frigorífica à -20C° e o sistema a vácuo, aponta uma expressiva redução de custos, trazendo enormes benefícios financeiros para as empresas que acreditaram  e implantaram o sistema em suas unidades.

 

          Analisando as elevadas perdas de teor de bixina sofridas pelo armazenamento em temperatura ambiente, as quais chegam a mais de 50% em um ano de armazenagem, com a conservação em câmaras frigoríficas à -20 graus, que também perdem de 3 a 5% do teor ao longo de um ano, e com o sistema a vácuo cuja perda é próxima a zero, a conclusão é que embalar à vácuo é a solução eficiente e definitiva que chegou para ficar.

 

 

 

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